Scholz 2019 - Neuropatia Dolorosa por Polineuropatia
Checklist: Neuropatia Dolorosa por Polineuropatia (4.1.1.3)
Definição:
Dor crônica decorrente de polineuropatias, que podem ter origem metabólica, autoimune, familiar, infecciosa, tóxica (ambiental, ocupacional) ou induzida por medicamentos neurotóxicos, bem como polineuropatias de etiologia desconhecida.
1. Contexto Etiológico
- Causas Possíveis:
- Metabólicas (ex.: neuropatia diabética)
- Autoimunes
- Hereditárias (familiares)
- Infecciosas
- Tóxicas (ex.: exposição a toxinas, agentes ambientais ou ocupacionais)
- Induzidas por fármacos neurotóxicos (ex.: quimioterápicos)
- Etiologia desconhecida (criptogênicas)
2. Características da Dor
- Crônica: Persiste por 3 meses ou mais.
- Sintomas Sensoriais Negativos: Diminuição ou perda de sensibilidade.
- Sintomas Sensoriais Positivos: Alodinia, hiperalgesia, formigamentos, queimação, etc.
3. Compatibilidade Neuroanatômica
- Padrão de Distribuição: As alterações sensoriais (negativas e/ou positivas) devem ser compatíveis com o padrão de distribuição anatômica da polineuropatia (tipicamente “em luva e em meia”, afetando extremidades).
4. Evolução da Dor
- Início do Sintoma: A dor pode ser o primeiro sintoma da neuropatia ou surgir ao longo da evolução da doença.
5. Relações com Outras Classificações
- Dor Induzida por Quimioterapia: É um tipo de neuropatia dolorosa incluída também na categoria de dor crônica relacionada ao câncer.
Em suma, ao classificar a dor associada a polineuropatia, o estudante deve: identificar a causa subjacente (quando possível), verificar se a dor persiste no tempo (≥3 meses), confirmar que os sintomas sensoriais positivos e negativos correspondem à distribuição típica da polineuropatia, reconhecer que a dor pode ser o sintoma inicial ou tardio da doença, e lembrar que a neuropatia induzida por quimioterapia se encaixa nesta categoria, sendo também classificada como dor relacionada ao câncer.
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