Scholz 2019 - Dor Neuropática Crônica após Lesão de Nervo Periférico
Checklist: Dor Neuropática Crônica após Lesão de Nervo Periférico (4.1.1.2)
Definição:
Dor crônica persistente ou recorrente decorrente de lesão em um nervo periférico, com características sensoriais compatíveis com o território de inervação do nervo afetado.
1. História e Relação Temporal
- Histórico de Lesão Nervosa: Evidência de um trauma ou lesão a um nervo periférico.
- Relação Temporal: Início da dor em relação temporal clara com o trauma (ou seja, a dor começou após a lesão e manteve-se além do período normal de cicatrização).
2. Distribuição da Dor
- Território de Inervação: A localização da dor deve corresponder ao território do nervo (ou nervos) lesionados.
3. Sinais e Sintomas Sensoriais
- Sintomas Negativos: Diminuição ou perda de sensibilidade na área inervada pelo nervo lesado.
- Sintomas Positivos: Presença de alodinia, hiperalgesia ou outras sensações anormais (queimação, choques) compatíveis com o território do nervo afetado.
4. Neuroma e Lesão Local
- Neuroma: Formação de neuroma no local da lesão pode causar dor à palpação ou pressão no sítio da lesão.
5. Classificação na ICD-11
- Classificação Múltipla (Multiple Parenting): Essa condição também se enquadra na categoria de dores pós-cirúrgicas e pós-traumáticas, mas o modelo de conteúdo (critérios e detalhes diagnósticos) permanece na camada fundamental da CID-11.
Em suma, para classificar a dor neuropática crônica após lesão de nervo periférico, o estudante deve confirmar a existência de um trauma ao nervo, relacionar o início da dor ao evento lesivo, verificar se a distribuição e os sintomas (positivos e negativos) são compatíveis com o território do nervo afetado, considerar a presença de neuroma e notar que a classificação pode estar relacionada a outras categorias (pós-cirúrgica, pós-traumática) dentro da CID-11.
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