Scholz 2019 - Dor Neuropática Central Crônica em Esclerose Múltipla
Checklist: Dor Neuropática Central Crônica em Esclerose Múltipla
Definição:
Dor crônica resultante de lesão em áreas somatossensoriais do cérebro ou de vias conectadas, em pacientes com diagnóstico de esclerose múltipla (EM).
1. Histórico da Doença
- História de Esclerose Múltipla: Confirmar diagnóstico prévio de EM, doença desmielinizante do sistema nervoso central.
2. Relação Temporal e Anatomia
- Relação com a Lesão: Dor surgindo na vigência da EM, coerente com uma lesão no SNC.
- Distribuição Neuroanatômica Plausível: A área do corpo afetada pela dor deve corresponder ao território representado pelas estruturas cerebrais ou vias somatossensoriais lesionadas.
3. Características da Dor
- Espontânea ou Evocada: A dor pode ocorrer sem estímulo ou ser desencadeada por estímulos externos.
- Hiperalgesia: Resposta exagerada a estímulos dolorosos.
- Alodinia: Dor frente a estímulos que normalmente não seriam dolorosos.
4. Sintomas Sensoriais
- Sintomas Negativos: Redução ou perda da sensibilidade na área afetada.
- Sintomas Positivos: Presença de sensações anormais, alodinia, hiperalgesia, indicando envolvimento do SNC.
5. Exclusão de Outras Causas de Dor
- Dor Relacionada à Espasticidade: Caso a dor seja principalmente de origem muscular ou articular devido à espasticidade, classificar como dor musculoesquelética, não como dor neuropática central.
Em suma, para classificar a dor neuropática central crônica na esclerose múltipla, o estudante deve confirmar o histórico de EM, verificar se a distribuição da dor corresponde à área cerebral ou de vias nervosas lesionadas, identificar sintomas sensoriais coerentes com envolvimento somatossensorial central (alodinia, hiperalgesia), e descartar que a dor seja primariamente causada pela espasticidade (dor musculoesquelética).
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