Dor Crônica - uma novela


 




Nicholas et al. (2019)

1 |Dor crônica primária|


- Gravidade da dor -> categorizando suas 3 dimensões -> escala de 0 a 10 -> em seguida, ser categorizado para gerar um código (0-3) para cada dimensão.

A definição do novo diagnóstico de DCP pretende ser agnóstica em relação à etiologia; em particular, visa evitar a dicotomia obsoleta entre

“físico” versus “psicológico”, bem como termos excludentes que definem algo pelo que está ausente, como “inespecífico”. O significado de “funcional”

também é ambíguo. Alguns entendem que significa “tudo na mente” e outros como um “distúrbio funcional.

A introdução da “dor crónica primária” elimina esta ambiguidade. A dor primária crônica é definida como dor em uma ou mais regiões anatômicas

que: 

(1) persiste ou recorre por mais de 3 meses;


(2) está associada a sofrimento emocional significativo (por exemplo, ansiedade, raiva, frustração ou humor deprimido) e/ou incapacidade funcional significativa (interferência nas

atividades da vida diária e participação em papéis sociais);

(3) e os sintomas não são melhor explicados por outro diagnóstico.




|Dor crônica Generalizada| 4.2.1


- Dor musculoesquelética difusa


- Ocupa 04 das 05 regiões do corpo


- 03 ou mais quadrantes do corpo

- Superior/inferior

- Direito/esquerdo

- Axial


- Há na DCG as características centrais da DCP.

- Não atribuição de dor nociceptiva nas regiões


- Consistência para dor nociplástica

- Dor espontânea ou evocada

- Alodinia ou hiperalgesia

- Contribuintes psicológicos e socias

- Distúrbios de sono

- Obesidade

- HAS

- DM


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|Síndrome de Fibromialgia - 1992 OMS| 4.2.1.1


- Dor generalizada


- Ocupa 04 das 05 regiões do corpo


- Ocupa 03 ou mais quadrantes do corpo


- Associada:

- Distúrbio de sono

- Disfunção cognitiva

- Sintomas Somáticos


- 03 meses ou mais de sintomas


- Outros diagnósticos não justificam o quadro


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|SDCR I| 4.2.2  


- Dor em uma distribuição regional


- Em geral começa distalmente numa extremidade pós trauma


- Desproporcional em magnitude ou duração após trauma tecidual similar


- Sinais de alterações autonômicas e inflamatórias

- Hiperalgesia ou alodinia

- Alterações de cor e temperatura da pele

- Sudorese

- Edema

- Alterações no crescimento de cabelos e unhas

- Pele distrófica

- Força reduzida

- Tremores e distonia no membro afetado

- Osteoporose focal


- Nociplastia presente


- Atrofia muscular, retração articular e tendínea (fase tardia)


- SDCR I NÃO HÁ LESÃO DE NERVO PERIFÈRICO (diferente do tipo II).




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|Cefaleia Crônica ou dor orofacial| 4.2.3


- Ocorrem pelo menos 15 dias por mês


- Com frequência maior que 03 meses


- 02 horas ou mais por dia


- Podendo haver vários ataques curtos durante o dia


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|Enxaqueca crônica| 4.2.3.1


- Dor de cabeça que ocorre 15 dias ou mais no mês


- características de enxaqueca por 08 dias ou mais no mês.


- Dor de cabeça recorrente que duram de 04 ate 72h


- Localização unilateral


- Qualidade Pulsátil


- Intensidade de moderada até grave


- Agravamento pela atividade física rotineira


- Associação com náusea, fotofobia e fonofobia.


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|Cefaleia tensional crônica| 4.2.3.2


- Dor de cabeça episódica frequente


- 02 horas por dia (mínimo), 15 dias ou mais por mês, por pelo menos 03 meses


- Localização Bilateral (Qualidade: pressão, aperto)


- Intensidade leve até moderada


- Dura horas ou dias e pode ser incessante


- Dor não piora com a atividade física rotineira


- Pode haver náusea leve, fotofobia e fonofobia.


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|Cefaleias autonômicas trigeminais| 4.2.3.3


- Cefaleia Unilateral


- Características autonômicas parassimpáticas cranianas proeminentes IPSILATERAIS à cefaleia:

- Rinorreia

- Congestão nasal

- Lacrimejamento

- Edema palpebral


- Rótulos comuns: 

- Cefaleia em salvas 

- Hemicrania paroxística 

- Crises de cefaleias neuralgiforme unilateral de curta duração 

- Hemicrania contínua


- CAT é considerada crônica:

- Ataques que persistam por 01 ano ou mais sem remissão

- Períodos de remissão que duram menos que 03 meses

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|DTM crônica| 4.2.3.4


- Dor que afeta:

- ATM

- Músculos mastigatórios

- Tecidos associados


- Tipo de dor orofacial


- 02 horas dia pelos menos


- 50% dos dias de um mês pelo menos


- 03 meses no mínimo


- Há dois fenótipos clássicos:

- Dor miofascial da DTM

- Artralgia da ATM


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|Dor crônica na boca em queimação| 4.2.3.5


- Queimação intraoral


- 02 horas ou mais por dia


- 50% ou mais dos dias de um mês


- Duração igual ou superior à 03 meses


- Sem lesão que justifique o caso


- excluir candidíase e deficiência de vit.B12


- 02 Fenótipos:

- Com distúrbios somatossensoriais

- Sem distúrbios somatossensoriais


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|Dor orofacial primária crônica| 4.2.3.6


- Dor na boca e em áreas da face


- Sofrimento emocional significativo


- Incapacidade funcional


- Não pode ser melhor explicada  por outros diagnósticos:

- Dor orofacial crônica primária

- Dor orofacial crônica secundária


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|Dor Visceral crônica primária| 4.2.4


|Síndrome de dor torácica crônica primária| 4.2.4.1


- Dor retroesternal recorrente primária


- Localização compatível com padrões de dor de origem esofágica:

- Ausência de disfagia

- Ausência de Azia


- Dor presente há 03 meses


- início dos sintomas há pelo menos 06 meses antes do diagnóstico

- 01 vez por semana


- Não explicável por:

- Doença do refluxo

- Processos mucosos

- Processos motores

- Causas cardíacas

- Azia

- Disfagia

- Diagnóstico de dor visceral crônica secundária


- Dor percebida nos tecidos somáticos da parede torácica

- Pele

- Gordura

- Músculos


- Dor percebida em áreas que recebem a mesma inervação do esôfago (dor visceral referida)


- Dor irradiada para o Braço, mandíbula (semelhante á angina)


- Pode haver hiperalgesia secundária


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|Síndrome de dor epigástrica crônica primária| 4.2.4.2


- Região epigástrica


- Dor ou Queimação na região epigástrica


- NÃO OCORRE EXCLUSIVAMENTE após as refeições


- Pode ocorrer mesmo durante o jejum


- Pode sobrepor a síndrome do desconforto pós-prandial


- Dor ou queimação que seja grave o suficiente para impactar nas atividades habituais


- presente pelo menos 01 dia por semana


- nos últimos 03 meses


- Inicio dos sintomas 06 meses antes do diagnóstico


- Tecidos somáticos abdominais

- Pele

- Gordura

- Músculo

- Áreas que recebem inervação sensorial do intestino delgado e grosso (dor visceral referida)


- Inchaço pós prandial, arrotos e náuseas podem estar presentes


- Vômito persistente devem levar a procura de outro distúrbio


- Distúrbios outros podem coexistir (RGE, SII)


|Síndrome do Intestino Irritável| 4.2.4.3


- Dor abdominal recorrente


- Média de 1 dias por semana


- 03 meses ou mais


- Início dos sintomas pelo menos 06 meses antes do diagnóstico


- Associada à:

- Defecação

- Mudança na frequência das fezes

- Mudança na aparência das fezes


- Subtipos:

- Constipação ou diarreia predominante

- Hábitos intestinais mistos

- Não especificado


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|Síndrome de dor abdominal crônica primária|4.2.4.4


- Dor Abdominal


- Geralmente contínua


- Eventualmente associada com eventos fisiológicos (menstruação, defecação, alimentação)


- Associada a sofrimento emocional e incapacidade funcional


- Localização anatômica compatível com padrões típicos de dor de origem de órgãos internos específicos


- Mas a Síndrome não pode ser melhor explicada por um diagnóstico  de dor abdominal crônica secundária


- Podem estar associados a patologias que surgiram secundariamente (neurobiológicas, fisiológicas e/ou anatômicas no SNC)


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|Síndrome de dor na bexiga crônica primária|  4.2.4.5


- Dor percebida na região da bexiga urinária


- Associada a pelo menos 01 outro sintoma:

- Piora da dor ao encher a bexiga

- Frequência urinária durante dia/noite


- Disfunção sexual ou disfunção do TUI devem ser considerados


- Inflamações precisam ser excluídas


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|Síndrome da dor pélvica crônica primária| 4.2.4.6

- Dor localizada na região pélvica


- Localização compatível com padrões de dor dos órgãos da área.


- Sintomas não são melhor explicados por outros diagnósticos viscerais pélvicos secundários:

- Mecanismo vasculares

- Mecanismos inflamatórios

- Fatores mecânicos


- Inclui-se a síndrome dor dos sistemas digestivos e urogenitais


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|Dor musculoesquelética crônica primária| EXCETO DOR OROFACIAL 4.2.5


- Localizada nos músculos, osso, articulações, tendões


- Diferenciadas:

- Superior (dor cervical crônica primária)

- Média (dor torácica crônica primária)

- Inferior (Dor lombar crônica primária)

- Membros (dor nos membros crônica primária)


- Dor espontânea ou evocada


- pode haver alodinia e/ou hiperalgesia


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Bennett 2019

2|DCS relacionada ao câncer|

- Pode ser causada pelo próprio câncer (tumores ou metástase)

ou pode ser causada pelo tratamento do câncer (cirurgia, radioterapia e quimioterapia).



|Dor crônica relacionada ao câncer| 4.2.1


- Dor crônica causada pelo câncer primário ou metástase

- Mecanismos inflamatórios (mediadores inflamatórios)

- Mecanismos neuropáticos ( compressão e/ou destruição de nervo)


- Mecanismo misto (nociceptivo e neuropático)


- descritas como:

- Continuas (dor de fundo)

- Intermitentes (dor episódica)

- Imprevisível (dor espontânea)


- Dores intermitentes relacionadas a procedimentos devem ser consideradas como dores agudas.


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|Dor oncológica  crônica visceral| 4.2.1.1.1


- Tumor primário ou metástases danificam ou ferem vísceras

- Cabeça e pescoço

- Tórax

- Abdome

- Pelve


- Dor mal localizada (muitas vezes)

- Eventualmente se apresenta como dor referida)

- Dor no ombro causada por metástases hepáticas

- Mecanismos

- Compressão

- Distensão

- Inflamação

- Isquemia


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|Dor crônica do câncer ósseo| 4.2.1.1.2


- Tumor primário ou metástases danificam ou ferem o esqueleto


- Tipo mais comum de dor crônica oncológica ligada a metástases

- Tumores ósseos primários são raros

- Metástase isolada na diáfise femoral de câncer de cólon


- Geografia

-Vertebras

- Pelve

- Ossos longos

- Costelas


- Metástases podem enfraquecer ossos o suficiente para resultar em fratura patológica por movimento inócuo


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|Dor oncológica Neuropática| 4.2.1.1.3


- Tumor primário ou metástase que danificam ou lesionam o SNP ou SNC

- TU torácico ou metástase que danificam o plexo braquial ( Dor neuropática periférica)

- Compressão medular por colapso vertebral via metástase óssea (dor neuropática central)


- Dor percebida na distribuição dos nervos afetados


- O mecanismo neuropática está associado a piores resultados na dor oncológica


- Entender essa subcategoria ajuda a direcionar o tratamento analgésico adicional


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|Outras dores oncológicas crônicas| 4.2.1.1.4


- Câncer primário ou metástases que não é de origem visceral, neuropática ou óssea (????) pág. 4 ler no original****


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|Dor crônica no tratamento pós câncer| 4.2.2


- Tratamentos para o combate ao câncer podem causar dor.

- Típicos:

  - Cirurgia

- Quimioterapia

- Radioterapia


- Isolar a etiologia pode ser difícil

- Nesses casos o diagnóstico geral é de dor crônica pós-tratamento oncológico


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|Dor crônica pós câncer com medicamentos| 4.2.2.1


- Dor causada por medicamento

- Quimioterapia sistêmica V.O V.I


- Tratamento hormonal

- Antiestrogênios

- Antiandrogênicos

- Inibidores da aromatase

- Inibidores do hormônio Luteinizante


- Tratamento biológico

- Anticorpos monoclonais

- Inibidores de proteína quinases


- Bifosfonatos (tto de metástase óssea)

- PODEM causar osteonecrose dolorosa da mandíbula


- Corticoides

- Necrose avascular da cabeça do fêmur


- Polineuropatia dolorosa induzida por quimioterapia (CIPN)

- É um diagnostico especifico da CID11

- Artralgia simétrica

- Punhos

- Mãos

- joelhos

- 45% de mulheres que recebem terapia hormonal para Ca de mama

- O efeito colateral é o motivo mais comum para a descontinuação do tto


***|Polineuropatia dolorosa crônica induzida por quimioterapia|4.2.2.1.1***


- Causada por quimioterapia Vo ou VI para tumores primários ou metástases


- Agentes causadores comuns

- tAXANOS (PACLITAXEL E DOCETAXEL)

- Fármacos a base de platina ( Cisplatina e oxaliplatina)

- Alcaloides da vinca (vincristina)

- Talidomida e inibidores da proteassoma (bortezomibe)


- PODE começar após a 1ª dose de quimioterapia

- FREQUENTEMENTE relacionada a efeito cumulativo


- 60% dos pacientes após 03 meses 

- tto com quimioterapia

- inibidores de proteína quinases


- 30% dos pctes após 06 meses


- Neuropatia pré-existente é fator de risco para o desenvolvimento da CIPN


- Geografia

- Mãos e pés

- Luvas e meias eventualmente

- Rosto as vezes


- qualidade da dor: Picada ou queimação (tipicamente) ou sensação elétrica


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|Dor crônica pós-radioterapia|4.2.2.2


- Dor causada por dano tecidual tardio no campo da radioterapia administrada

-Sistema nervoso

-Ossos

-Tecidos moles

- Rara


- Tem sido reconhecida com a melhora nas taxas de sobrevivência


- início 

- logo após a radioterapia

- Anos mais tarde

- Risco

- Grande dose global de radiação

- Combinação com cirurgia ou quimioterapia


- 2% dos sobreviventes de Ca. de mama - 15% dos sobreviventes de Ca de cabeça e pescoço

- vão sentir esse tipo de dor


- Forma mais conhecida

- Neuropatia crônica induzida por radiação


***|Neuropatia dolorosa crônica induzida por radiação|***


- dor causada por dano local tardio ao sistema nervoso no campo da radioterapia administrada para tratar tumores ou metástases

- Compressão nervosa

- Fibrose induzida por radiação

- Lesão direta em nervos e vasos

- Provável após isquemia microvascular


- Ocorre vários anos após a radioterapia

- FREQUENTEMENTE PROGRESSIVA E IRREVERSÍVEL


- Forma mais frequente é a Plexopatia Braquial

- Ca de mama e/ou pulmão


- Plexopatia lombossacral também ocorre

- Radio terapia pélvica


- Neuropatia axial da medula ocorre também

- Radioterapia cervical


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|Dor crônica pós cirurgia oncológica| 4.2.2.3


- Codificada juntamente com outras dores crônicas pós cirúrgicas

- INCLUSIVE biópsias, inserção de dreno


- COMUM em:

- Pós mastectomia do Ca de mama

- Pós Toracotomia do Ca de pulmão

- Mas pode aparecer em QUALQUER procedimento cirúrgico contra o câncer


- Pós Mastectomia

-09 meses após mastectomia

- 63% relatam dor persistente

- 25% da amostra acima relata dor moderada a grave


- Pós Toracotomia

-03 anos após a toracotomia

- 33% relatam dor persistente

- 11-18% da amostra acima relatou dor moderada a grave


- MECANISMOS. Provavelmente neuropático, MAS NÃO EXCLUSIVO


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|Outras dores crônicas no tratamento pós câncer| 4.2.2.4


- Aplica-se a casos NÃO RELACIONADOS

- Medicamentos

- Radioterapia

- Cirurgia


- Etiologia conhecida


- Exemplos

- Dor após a inserção de STENT esofágico ou retal.


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3|DCS pós cirúrgica ou traumática|


 4.2.1. Dor pós cirúrgica crônica

- É a dor crônica que se desenvolve ou aumenta de intensidade após um procedimento cirúrgico


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 4.2.1.1. Dor crônica após amputação


- Desenvolve-se após amputação cirúrgica

- Membro ou partes dele

- Mama, dente, olho, órgãos


- Localiza-se

- Coto

- Membro amputado (dor no membro fantasma)


- Dor no coto

- Dor Neuropática (muitas vezes)

- Aumentada em paciente com dor grave pré-amputação


- Dor no Membro Fantasma

- Qualquer fenômeno sensorial nocivo na parte faltante do corpo

SENSAÇÃO FANTASMA: experiência onipresente. Onde o continua-se a sentir o a presença do membro ou órgão

- Prevalência de 30-85%

 Em geral na porção distal do membro

 Associação forte em dor no coto em membro fantasma

- Em outras partes a prevalência é menor

- 8% após amputação do reto


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 4.2.1.2. Dor crônica após cirurgia de coluna


- Síndrome da Falha Cirúrgica


- Localização

- Região das costas operada

- ou irradiada para os membros como dor radicular


- Comumente após cirurgia para:

- Estenose Espinhal

- Hernia discal


- 20% de média de pctes pós operados da lombar desenvolvem alguma dor crônica

- Desse 20% uma parte precisará de uma nova abordagem cirúrgica

- Mais consultas médicas

- Outras intervenções como neuromodulação


- Pós cirurgia de estenose e Hernia de disco 

-13% dos pctes desenvolvem dor crônica grave


- Frequentemente os pctes ficam muito incapacitados


- Frequentemente a qualidade de vida piora


- Cerca de 50% dos pctes apresenta um componente neuropático.


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 4.2.1.3. Dor crônica após toracotomia


- Incisão ou cirurgia na parede torácica


- 50% em média dos pctes serão acometidos por dor


- Dor moderada entre 3-18% dos casos


- Localizada na parede torácica

- muitas vezes relacionada a área da cx e a cicatriz


- Comumente agravada pelo movimento


- Geralmente neuropática

- 45% dos casos

- Geralmente alterações sensoriais na área da cicatriz


- Lesão do nervo intercostal parece ser uma fator patogênico importante


- Crianças e adolescentes tem prevalência de ~2%


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 4.2.1.4. Dor crônica após cirurgia de mama


-Se desenvolve após procedimento cirúrgico na região da mama

-Síndrome da dor pós mastectomia


- incisão torácica ântero-lateral

- eventualmente região axilar ipsilateral


- prevalência: 25-60%


- Dor moderada ou intensa: ~14%

- agravada pelo movimento


- Ocorre tanto na cirurgia de câncer, quanto em cirurgias cosméticas


- A prevalência de dor pós cirurgia estética e quase tão alto quanto na cirurgia de câncer 22-44%.


- A reconstrução subsequente não aumenta a incidência de dor crônica nem a intensidade

- retalho autólogo está associado a dor mais intensa do que reconstrução com implante


- Frequentemente a dor é neuropática 25-31%

- Lesão do N. braquial intercostal

- neuroma na cicatriz

- Dor mamária fantasma


-Frequentemente há alterações sensoriais na área cicatricial.


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 4.2.1.5. Dor crônica após herniotomia


- Dor após o reparo cirúrgico de hernia inguinal ou femoral


- Dor localizada na região inguinal

- pode irradiar para genitália ou região femoral


- incidência de 20-30%

-6-11% de queixas de interferência na vida (trabalho e laser)


- antes dos 03 meses a cirurgia não provoca dor crônica

-Em crianças mais velhas provoca menos dor crônica que em adultos


- Frequentemente dor neuropática 80% 

- Lesão de fibras cutâneas e subcutâneas

- Nervos

- Ilioinguinal

- Ileohipergastrico

- Genitofemoral

- Disfunção sensorial é comum na dor neuropática

- encontrada também em pctes sem dor

- Pode ocorrer disfunção sexual (ex: dor ejaculatória)


=========================================

 4.2.1.6. Dor crônica após histerectomia


- Ocorre após a remoção cirúrgica do útero e anexos

- acesso abdominal

- laparoscópico

- vaginal


- Frequentemente: Dor pélvica visceral, com características neuropáticas


- incidência geral: 5-32%

- Dor moderada a intensa: 9-10%


- dor pélvica profunda na linha média 45%

- Dor na região da cicatriz, abdome e região femoral


- Dor neuropática é menos frequente e está ligada ao tipo de incisão

- Cesária previa é fator de risco


- Pode aumentar durante a relação sexual


- Impacto significativo na vida da pessoa


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 4.2.1.7. Dor crônica após artroplastia


- Desenvolve após a substituição cirúrgica de uma articulação do joelho ou quadril


- Dor está localizada na área da cirurgia 

- pode irradiar para áreas adjacentes


- ATQ

- Prevalência: 27-38%

- 6-12% relatando dor moderada a intensa


- ATJ

- Prevalência 44-53%

- 15- 19 dor intensa

- Cirurgia de Revisão de ATJ

-Prevalência: 47% com dor intensa


- Pode haver dor neuropática

- 8-12% ATJ

- 1-2% ATQ


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 4.2.1.8. Outra dor pós cirúrgica crônica e especificada


- Tudo aquilo que não se enquadram nas categorias anteriores


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 4.2.2. Dor crônica pós-traumática


- desenvolve ou aumenta de intensidade após uma lesão tecidual (envolvendo qualquer trauma, incluindo queimaduras).


- Dor

- localizada na área da lesão

- Irradiada no território de uma inervação

- Referida


- Deve haver exclusão de outras causas para a classificação


- Em muitas vezes pode gerar uma dor neuropática, mas a classificação deve ser dor pós traumática


- multitrauma: incidência 46-85%


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4.2.2.1 Dor Crônica pós queimaduras


- Lesões comumente causadas por calor, frio, eletricidade, produtos químicos, fricção ou radiação


- prevalência mal documentada: 18-52%


- Pode haver características neuropáticas (lesão cutânea e subcutânea)

- pode acompanhar disfunção sensorial frequente

- Parestesias ou déficits sensoriais

- Encontradas também em pctes sem dor crônica pós queimadura


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 4.2.2.2. Dor crônica após lesão de nervo periférico ou dor crônica após lesão do sistema nervoso central


- Dupla parentalidade na dor neuropática crônica ??????????



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 4.2.2.3. Dor associada a lesões cervicais


- Dor que se desenvolve após o efeito chicote


- comuns em colisões traseiras de veículos


- Incidência de 300 por 100 000 acidentes na américa do norte e Europa


- a maior parte da dor associada a lesão cervical não preenche critérios de dor neuropática

-hiperexcitabilidade central desenvolve um papel importante na patogênese


====================================================

 4.2.2.4. Dor crônica após lesão musculoesquelética


-após trauma no músculo, osso u articulação


- Prevalência 18,7%


- Afeta particularmente membros e coluna vertebral


- traumas musculoesqueléticos resultam em elevada incidência de dor crônica

-11% com dor moderada a intensa


- Dor neuropática crônica em ~30%


==========================================================

 4.2.2.5. Outra dor pós-traumática crônica e especificada

- nem todos podem ser contemplados pelos critérios acima.


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Aziz 2019

4|DCS visceral|


- Dor visceral crônica representa uma parcela significativa de procura por atendimento

*dor visceral de forma genérica

-25% da população tem dor abdominal intermitente

- 20% dor torácica recorrente

- 14,8% das mulheres tem dor pélvica

- SII 10-25% de prevalência de procura por atendimento por causa da dor abdominal

- 30-40% das consultas de Gastroenterologia são por distúrbios gastrointestinais funcionais

-50% das mulheres que menstruam tem dores abdominais e pélvicas intensas por conta de dismenorreia primária a cada ciclo menstrual

-10% é tão incapacitante que tira as mulheres do trabalho

- 30% da amostra acima não apresenta melhora com o tto médico

- Dismenorreia e dor pélvica secundária a endometriose atinge 15% de todas a mulheres em idade fértil.


- Síndromes de dor crônica visceral secundárias GERALMENTE não correm isoladamente.

- Síndrome de fibromialgia


- Dor crônica sobreposta é o termo utilizado. COPC (sigla em inglês)


- Apresentação específica inicial

- Dor profunda

- Vaga

- Mal definida

- Opressiva

- Constritiva

- Cólicas


- Sintomas neurovegetativos

- Náuseas

- Vômitos

- Palidez


- Sudorese Sinais vitais alterados

- PA

- FC

- Temperatura


- Emoções

- Angústia

- Ansiedade


- Apresentação específica posterior

- Referida para estruturas somáticas

- Pele

- Tecido subcutâneo

- Músculo


- Dor visceral referida

- Áreas neuroanatomicamente relacionadas ao órgão afetado


- Tecidos somáticos podem revelar

- Hiperestesia superficial ou profunda

- Hiperalgesia

- Alodinia


=================================

|Dor visceral crônica secundária| 4.2


- Dor persistente ou recorrente com origem

- Cabeça e pescoço

- Cavidade torácica

- Cavidade Abdominal

- Cavidade Pélvica


- Tratamento

-Tratamento sintomático

- Remoção da causa identificável ou possível


- Fármacos

- Paracetamol

- ADT

- Gabapentinóides

- Opioides (dor aguda em curto prazo se não controlar a a dor com outra classe de medicamentos)


- Classificação da Dor visceral crônica secundária

- Inflamação Persistente


- Mecanismos Vasculares


- Fatores Mecânicos


- Se houver relação com câncer ou seu tto

- Classificar na seção de dor oncológica


- Se for de natureza pós cirúrgica

- Classificar na seção pós cirúrgica


==================================================================


|Dor visceral crônica secundária a inflamação persistente|4.2.1

- Causa: Inflação duradoura nos órgãos internos

- Agentes infecciosos

- Não infecciosos

- Causas autoimunes


=============================================================

|Dor visceral crônica secundária à infamação cabeça e pescoço| 4.2.1.1


-Inflamação persistente na região de cabeça e pescoço

- Doença de Behçet

- Granulomatose de Wegner

- Doença de Crohn

- Faringite crônica

- Amigdalite crônica


=============================================================

|Dor visceral crônica secundária à infamação região torácica| 4.2.1.2


- Inflamação crônica da região torácica causada:

- Doenças inflamatórias do sistema cardiovascular

-Pericardite Crônica


- Doenças inflamatórias crônicas do sistema respiratório

-Pleurisia crônica


- Trato Gastrointestinal Superior

- Esofagite infecciosa

- úlcera de esôfago

- Esofagite eosinofílica


===============================================================

|Dor visceral crônica secundária à infamação região abdominal| 4.2.1.3


- CAUSA: Doenças gastrointestinais inflamatórias

- Esofagite

- Gastrite

- Duodenite

- Colite ulcerativa

- Doença de Crohn

- Pancreatite crônica

- Apendicite crônica

- Diverticulite recorrente


- Enteropatias pós infecciosas associadas a:

-Dor crônica

-Condições inflamatórias autoimunes

-LES

- Doença de Behçet


===============================================================

|Dor visceral crônica secundária à infamação região pélvica| 4.2.1.4


- Inflamação persistente na região pélvica

- Endometriose

- Cistite recorrente

- Uretrite

- Doença de Crohm

- Colite Ulcerativa

- Salpingite crônica

- Ooforite

- Doença inflamatória Pélvica crônica

- Infecções do colo uterino

- Vaginite recorrente ou crônica

- Prostatite crônica


==========================================================

|Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares| 4.2.2


- Redução do suprimento sanguíneo arterial

- Doença arterial

- Hipercoagulabilidade sistêmica

- Vasoespasmo

- Trombose Venosa


- Crises recorrentes da Doença Falciforme entram nessa categoria


- Ocorre em ambos os sexos


- Qualquer fase da vida




==============================================================================

|Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares na cabeça e pescoço| 4.2.2.1

- Aneurismas da Artéria Carótida

- Causando efeito compressivo




==========================================================================

|Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares região torácica|4.2.2.2


- Doença cardíaca isquêmica crônica ou recorrente


- Dissecção aórtica


- Aneurismas de aorta torácica



===========================================================================

|Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares região abdominal|4.2.2.3


- Distúrbios vasculares crônicos do intestino

- Angina mesentérica


- Síndromes de aprisionamento

- Síndrome a artéria mesentérica superior

- Síndrome do ligamento arqueado mediano


- Vasculite* associada a poliartrite nodosa (codificada como dor crônica visceral secundária à inflamação persistente)


==========================================================================

|Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares região pélvica|4.2.2.4


- Colite isquêmica subaguda


- Aneurisma da artéria ilíaca




======================================================

|Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos|4.2.3


- Obstrução de vísceras ocas ou Estenose

- Obstáculos migratórios internos (pedras por ex)

- há geralmente dilatação acima do obstáculo

- Tração

- Ligamentos

- Vasos

- Compressão externa dos órgãos internos

- Ambos os sexos

- Qualquer fase da vida

-





==========================================================================

|Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na cabeça e pescoço| 4.2.3.1


- Estenose da faringe ou laringe

- Tração ligamentar ou de vasos da Laringe

- por um aumento da tireoide






=========================================================================

|Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na região torácica| 4.2.3.2





==========================================================================

|Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na região abdominal| 4.2.3.3





=======================================================================

|Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na região pélvica| 4.2.3.4




==============================================

|Outras dores viscerais crônicas secundárias|4.2.4





====================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================


Perrot 2019


5|DCS musculoesquelética|


- >03 meses de sintomas


- Nocicepção alterada:

- Articulações

- Músculos

- Tendões

- Tecidos Moles

- Lesões somáticas profundas


- Local ou sistêmica

- Se houver critérios para quadros viscerais e neuropáticos o quadro deve receber a codificação adequada


- Classificação


- Doenças Inflamatórias

- Locais

- Sistêmicas


- Alterações musculoesqueléticas estruturais locais


- Doenças do Sistema Nervoso


======================================================================

|Dor musculoesquelética crônica secundária por inflamação persistente|4.2.1


- Dor espontânea ou induzida por movimento


- Clínica inflamatória


- Aumento da sensibilidade da parte afetada (Hiperalgesia?)


- Principal sintoma (lembrar que dor crônica secundária é sintoma)

-Doenças reumatológicas com a inflamação como mecanismo de base

-Doenças autoimunes e auto inflamatórias 

- Inflamação sistêmica

- Inflamação local


- Subcategorias:

- Infecção

- Doença de deposição de cristais

- Distúrbios autoimunes e auto inflamatórios


==================================================================================================

|Dor musculoesquelética crônica secundária decorrente de inflamação persistente devido a infecção| 4.2.1.1


- Quadro causado:

- Infecção bacteriana persistente

- infecção Viral persistente

- Infecção fúngica persistente


- Clínica inflamatória


- Infecção ativa ou latente

- A dor pode persistir mesmo após tratamento eficaz


- Durante a infecção ativa o diagnóstico de dor crônica e doença infecciosa devem estar ativos concomitantes


- Após tto bem sucedido se a dor persistir manter só o código da Dor crônica secundaria (pelo que entendi é isso)***


- Vírus

- Hep C e B

- HIV

- Herpes

- Epstein-Barr

- HTLV1

- Chikungunya

- Parvovirus


- Bactérias

- Borrelia Burgdorferi

- Rickettsiae

- Brucella

- Mycobactéria


- Fungos (raros) e parasitas (raros)


===============================================================================================================

|Dor musculoesquelética crônica secundária decorrente de inflamação persistente devido a deposição de cristais| 4.2.1.2


- A manutenção do status doloroso decorre de deposição de cristais

- LOCAL

- Articulações

- Tecidos moles


- Clínica inflamatória


- Mecanismo de dor de predomínio NOCICEPTIVO


- Substancias pro inflamatórias formadas pela lesão celular mediada pelo depósito de cristais


- Pode ocorrer após vários episódios de inflamação aguda


- A intensidade da dor NÃO TEM RELAÇÂO com o grau de deposição

- Há quadros de deposição indolor


- Principais cristais

- Pirofosfatos de cálcio

- Hidroxiapatita

- Ácido úrico


|Dor musculoesquelética crônica secundária decorrente de inflamação persistente devido a doenças autoimunes e auto inflamatórias| 4.2.1.3


- ASSOCIADA, MAS NÃO LIMITADA a doenças autoimunes sistêmicas e auto inflamatórias


- Autoimunes

- Artrite reumatoide

- Lúpus eritematoso sistêmico

- Síndrome de Sjorgren


- Auto inflamatórias

- Espondiloartrite

- Artrite psoriática


- Clínica inflamatória, mas não se relaciona necessariamente com a atividade clínica ou biológica da doença


- Importante haver uma avaliação da atividade da doença junto com uma avaliação de dor


-Deveem coexistir dois códigos (o da doença e da dor)


==============================================================================

|Dor musculoesquelética crônica secundária associada à alterações estruturais| 4.2.2


- Alterações

- Articulações

- Ossos

- Tendões


- Inferência

- Clínica

- exame de imagem


- Edema


- Alodinia


- Perda de movimentos


- reflete:

- OA

- Espondilose

- Dor pós fratura

- Alteração tendínea

- Enteses


- Presume-se que a alteração estrutural seja a fonte a nocicepção


- Não há relação entra mais alteração estrutural com mais dor


==========================================================

|Dor musculoesquelética crônica associada à osteoartrite| 4.2.2.1


- Dor atribuída  por alteração estrutural

- OA nas articulações sinoviais

- Cartilagem

- Osso subcondral


- Dor espontânea ou induzida por movimento


- Edema e alodinia podem estar presentes (sintomas disautonomicos?)


- Diagnóstico

- Exame clínico

- Radiológico (colocaria clínico e/ou radiológico)


- Gravidade não linear com o grau de OA observado


- CONSIDERAR as alterações como relevantes para a dor

- Caso não: Considerar a seção de dor crônica primária


========================================================

|Dor musculoesquelética crônica associada à espondilose| 4.2.2.2


- Dor atribuída as alterações estruturais que caracterizam a espondilose

- Placa terminal

- Discos intervertebrais

- Articulações zigapofizárias

- Combinações variadas de estruturas


- Diagnóstico

- Clínico

- Exame de imagem


- Dor espontânea ou induzida por movimento


- PODE HAVER restrição de movimento dos segmentos afetados


- PODE haver Alodinia


- Gravidade não linear com o grau de espondilose observado


- Alterações estruturais devem ser relevantes para a dor

- Caso contrario o diagnóstico deve ser de dor crônica primária


- Distribuição axial

- Dor em cinturas ou membros exigem avaliação independente


============================================

|Dor Crônica após lesão musculoesquelética| 4.2.2.3


- Dor atribuída a lesão no sistema musculoesquelético

- fraturas

- Deformidade tendínea

- Enteses


- Relação temporal Lesão - dor crônica

- Dor crônica pós-traumática é o progenitor desse diagnóstico (verificar a classificação adequada)


============================================================

|Dor Crônica secundária devido a doenças do sistema nervoso| 4.2.3


- Doença do neurônio motor superior, inferior, distúrbios extrapiramidais, dor crônica 

atribuída a função sensorial alterada (incluindo função proprioceptiva)



============================================================================

|Dor musculoesquelética crônica secundária associada à doença de Parkinson| 4.2.3.1


- Dor regional ou difusa


- Predomínio articular e muscular

- A dor é um dos sintomas não motores mais problemáticos


- Surge em qualquer momento da doença independentemente de o tratamento ter sido um sucesso


- Dor atribuída à alteração da função biomecânica


- ESCALA DE DOR DA DOENÇA DE PARKINSON DE KING


- Dor de origem nociceptiva


- Dores neuropáticas devem ser codificadas separadamente


- Avaliar sintomas cognitivos e depressivos



============================================================================

|Dor musculoesquelética crônica secundária associada à Esclerose múltipla |4.2.3.2


- Dor sentida principalmente nos músculos e articulação


- Dor nociceptiva por anormalidades

- Posturais

- Motoras


- Independente da apresentação da EM a dor pode ocorrer


- Considera-se que a dor tem origem nas estruturas musculoesqueléticas em si


- Pode coexistir dor neuropatica (classificar separado)


- Identificar os subtipos pode direcionar melhor a parte farmacológica 


==================================================================

|Dor musculoesquelética associada a doença neurológica periférica|4.2.3.3


- Dor não atribuível a doença neurológica em si


- Em geral ocorre pela alteração biomecânica das estruturas 

- resultante da alteração do controle do SN


- ALTERAÇÕES na função motora e sensorial (doença articular de Charcot relacionada a neuropatia periférica)


- STC ou STT entram na classificação de dor neuropática crônica


=========================================================

|Outras dores musculoesqueléticas crônicas secundárias| 4.2.4


- DORT como exemplo


- Dores que não se enquadram nos fatores inflamatórios, estruturais e do Sistema nervoso.



====================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================

Scholz et al. (2019)


6|Dor Neuropática crônica|


|Lesão ou doença que envolve o sistema nervoso somatossensorial|


- Distribuição neuroanatômica plausível;


- Perda de função


- Aumento ou diminuição da sensibilidade -


- Dor espontânea ou evocada


- Hiperalgesia e/ou alodinia +


- 6,9-10% da população geral


Tratamento Farmacológico


- Primeira escolha

- Gabapentina

- Pregabalina

- Inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina

- Antidepressivos tricíclicos


- Segunda escolha

- Adesivos transdérmicos (lidocaína, capsaicina)

- Injeção subcutânea de toxina botulínica

- Opioides devem ser reservados a pctes com menor risco de efeitos adversos


- Sem evidência

- Analgésicos e AINES não tem eficácia comprovada.


=========================

|Dor neuropática crônica| 4.1


- Duração não inferior há 03 meses


- Requer doença ou lesão do sistema nervoso (periférica ou central?)


- Distribuição neuroanatômica plausível


- Sintomas positivos

- Alodinia ou hiperalgesia


- Sintomas negativos

- Diminuição ou perda de sensibilidade


=====================================

| Dor neuropática periférica crônica| 4.1.1


|Neuralgia trigêminal| 4.1.1.1


- Dor neuropática orofacial


- Restrita a 01 ou mais divisões do N. trigêmeo


- Dor Recorrente


- Início e término abrupto


- Alodinia


- Qualidade: Choque elétrico, tiro ou facada)


- Pode haver dor contínua


- Diagnóstico:

- Idiopática

- Clássica por compressão vascular

- Secundária causada por tumor ou cisto no ângulo cerebelopontino

- Esclerose múltipla


=========================================================

|Dor neuropática crônica após lesão de nervo periférico| 4.1.1.2


- Dor persistente ou recorrente


- Histórico de trauma nervoso plausível

- Temporal

- Territorialmente


- Sinais sensoriais negativos ou positivos plausíveis com a inervação afetada


- Formação de neuromas pode causar dor local


- Pode haver um overlap na seção pós-traumática e pós cirúrgica



=========================

|Polineuropatia dolorosa| 4.1.1.3


- Causas: 

- Doenças metabólicas

- Autoimunes

- Infecciosa

- Familiar

- Exposição a toxinas

- Tratamento com droga neurotóxica 

- Polineuropatia por ETIOLOGIA DESCONHECIDA.


- Sinais e sintomas + e - devem ser compatíveis territorialmente


- A dor pode se iniciar de uma neuropatia ou desenvolver ao longo da doença


- A polineuropatia dolorosa induzida por Quimioterapia está incluída na dor crônica secundária relacionada ao câncer


=========================

|Neuralgia pós herpética| 4.1.1.4


- Dor que persiste por três meses após o início ou cura da Herpes Zoster.


- Geralmente:

- Ramo oftálmico do N. Trigêmeo

- Dermátomos Torácicos


- Pode ser uma continuação da dor aguda


- Pode desenvolver-se após um intervalo sem dor


- Sintomas - + devem ser compatíveis com os territórios

- Nn. Cranianos

- Dermátomos


==============================

|Radiculopatia Dolorosa| 4.1.1.5


- Dor persistente ou recorrente


- Lesão ou doença nas raízes nervosas

- Cervical

- Torácica

- Lombar


- Frequentemente 

- Alterações degenerativas

- Gerais na coluna

- Ligamentos

- Discos intervertebrais

-Trauma

- Tumor ou Meningite neoplásica (o que é isso?)

- Infecções

- Hemorragia ou isquemia

- Diabetes Mellitus

- Artrite reumatoide

- Lesão Iatrogenia (Injeção ou cirurgia) Observar se não faz overlap com a subcategoria cirúrgica


- Dor dermatomal compatível é NECESSÁRIA


- Pode haver dor espontânea

- MAIS COMUM provocada pela tomada ou manutenção

- Posição corporal

- Durante o movimento


- Sintomas - + compatíveis


- Dor musculoesquelética associada deve ser classificada separadamente


==================================================================================

|Outras dores neuropáticas periféricas crônicas especificadas e não especificadas| 4.1.1.6


- Essa é uma categoria residual para os quadros não cobertos pela dor neuropática periférica crônica


- Ex de condição ESPECÍFICA

- Dor neuropática crônica causada por síndrome do Túnel do carpo


- Ex de condições INESPECÍFICAS

- Doenças as quais não há informação suficiente para um diagnóstico específico


==================================

|Dor neuropática crônica central| 4.1.2


|Dor neuropática central associada à lesão medular| 4.1.2.1


- Lesão ou doença do sistema somatossensorial Causada por lesão medular


- Deficiências funcionais compatíveis e resultantes da lesão  da medula


- Dor espontânea ou evocada com presença de:

- Hiperalgesia

- Alodinia


- Distribuição da dor sentida nos Dermátomos no nível da lesão ou abaixo dele em áreas de distúrbio sensorial


=====================================================

|Dor neuropática central associada a lesão cerebral| 4.1.2.2


- Lesão ou doença do córtex somatossensorial/regiões cerebrais conectadas/vias associadas


-Dor por Trauma cerebral plausível

- Temporal

- Territorial


- Sintomas

 - + indicando envolvimento do cérebro

 - Plausibilidade territorial


=================================

|Dor neuropática central pós-AVC| 4.1.2.3


- Causada por Lesão cerebrovascular, isquêmica ou hemorrágica do cérebro ou do tronco encefálico.


- Dor espontânea ou evocada

- Hiperalgesia

- Alodinia


- Requer história de AVC


- Distribuição dolorosa plausível territorialmente


- Sintomas - + que indiquem envolvimento do cérebro presente nas regiões do corpo afetada pelo AVC


================================================================

|Dor Neuropática central crônica causada por Esclerose Múltipla| 4.1.2.4


- Dor provocada por lesões nas regiões somatossensoriais e suas conexões por EM


- Dor Espontânea ou evocada

- Hiperalgesia

- Alodinia


- Requer história de EM


- Distribuição neuroanatomia plausível com a dor


- Sintomas - + que indiquem envolvimento - Cérebro e Medula Espinhal - devem estar presentes na área do corpo afetada pela dor


- Dor relacionada a espasticidade deve ser classificada como DOR MUSCULOESQUELÉTICA


=================================================================================

|Outras dores neuropáticas centrais crônicas especificadas ou não especificadas| 4.1.2.5


- Estão disponíveis categorias residuais para outras condições especificadas ou

não especificadas de dor neuropática central crônica.


====================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================

Bonoliel et al. (2019)


7|Cefaleia primária cronica|4.1.1


- Ocorre pelo menos 15 por mês

- > 2h dia

- > 03 meses


======================

|DOF primária crônica|4.1.2


- DOF ~10% é crônica

- 5% dos adultos relatam dor na face ou mandíbula >03 meses

- incidência: 38,7 por 100.000 / ano

- mais comum me mulheres

- Aumenta com idade

- DOF crônica geralmente associada a DTM

- 6,3% de mulheres e 2,8% de homens relatam esse tipo de dor


========================================

|Cefaleia ou DOF secundária crônica |4.2

===========================================

|Cefaleia ou DOF crônica pós traumática|4.2.1


- Distúrbio secundário comum

- > 03 meses após um evento traumático

- semelhante a versão primária (tensional ou migrânea)

- carece de associação entre trauma/lesão e aparecimento dos sintomas

- Manifestação

- 7 dias após o trauma/lesão

- 7 dias após recuperar a capacidade de sentir e relatar dor

- 7 dias após recobrar a consciência

-Sintomas

- Tonturas

- Fadiga

- Redução da capacidade de concentração

- Lentidão psicomotora

- Problemas leves de memória

- insônia

- Ansiedade

- Alterações de personalidade

- irritabilidade

- Esses sintomas pós TCE receberia o diagnóstico de síndrome pós concussão

- Dependendo da geografia do trauma a DOF pode ser comorbidade ou sintoma principal


==============================================================================

|Cefaleia crônica ou DOF atribuída a distúrbio vascular craniano ou cervical|4.2.2


- AVEi, hemorragia intracraniana não traumática, MAV não rompida, arterite, distúrbios de

artéria carótida cervical ou artéria vertebral, vasculopatias genética e apoplexia hipofisária

- Apresentação aguda

- tipicamente apresentam sinais neurológicos

- muitas vezes remitem rapidamente

- geralmente esse tipo de cefaleia não é familiar ao pcte


===========================================

|Cefaleia ou DOF crônica atribuída a distúrbio intracraniano não vascular|4.2.3


- Aumento ou baixa da pressão intracraniana, doença inflamatória intracraniana não infecciosa, neoplasias intracranianas, injeção intratecal, crise epilética, Chiari tipo I e outros distúrbios intracranianos não vasculares


=========================

|Dor de cabeça crônica atribuída a uma substância ou abstinência|4.2.4


-Exposição ou abstinência e aparecimento da dor de cabeça pode ser mera coincidência 

sobretudo para substâncias que são consumidas com muita frequência

-observar nas bulas de fármacos se há o efeito de dor de cabeça


==================================

|Cefaleia crônica ou DOF atribuída a infecção|4.2.5


-infecções intracraninanas podem causar dor de cabeça e DOF

- meningite ou meningoencefalite viral ou bacteriana, infeções fúngicas, parasitárias, abscessos cerebral, empiema subdural

- Após a erradicação da infecção se a dor de cabeça desaparece com até 3 meses não é considerada crônica

- com a infecção ativa o raciocínio é o mesmo



=======================================

|CC ou DOF atribuída a distúrbios da homeostase ou ao seu tratamento não farmacológico|4.2.6


causas: hipóxia e/ou hipercapnia, diálise, HAS, hipotireoidismo, jejum, cefaleia cardíaca


cefaleia cardíaca: 5,2% dos pctes com IAM

IAM: dor de cabeça (3,4%), dor na mandíbula (3,6%), dor cervical (8,4%)




======================================

|CC ou DOF atribuída a distúrbios do crânio, pescoço, olhos, ouvido, nariz, seios da face, dentes, bocas ou estruturas faciais ou cervicais|4.2.7


Muitas dores de cabeça e DOF são atribuídas as degenerações cervicais, mas pessoas >40 anos sempre tem degenerações em algum grau, logo essa afirmação inicial não esta completamente correta.


Outros distúrbios generalizados suspeitos


-sinusite crónica

-DTM

-erros refrativos dos olhos

-também demonstraram ser igualmente prevalentes nas populações de pacientes e de controle


=========================

|Dor dentária crônica|4.2.8

Distúrbio que envolve dentes ou tecidos associados

- Dor pulpar

- Periodontal

- Gengival


Cárie dentária não tratada é ida como razão mais importante para dor de dente.

Paciente costumam levar de 2 - 6 dias para procurar ajuda.

Dor de dente crônica >03 meses pode ser extremamente raro


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|Dor Orofacial neuropática crônica|4.2.9

Lesões dolorosas ou doenças dos nervos cranianos.

Ir para a seção de Dor neuropática crônica


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|Dor crônica secundária a DTM|4.2.10

É dor crônica sentida

-ATM

-Masseter

-Temporal


Atribuída:


-Inflamação persistente

- Infecção

- Deposição de cristais

- Distúrbios Autoimunes


-Alterações estruturais

-OA

-Espondilose


-Lesões ou doenças do Sistema nervoso (dor neuropática???)


- >= 02h por dia

- >= 50% dos dias

- > 03 meses


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|outras cefaleias secundárias crônicas ou dores de orofaciais especificadas e não especificadas|4.2.11

Doenças não listadas explicitamente na classificação podem ser incluídas em

uma categoria residual para “Outras cefaleias crônicas ou dores orofaciais

especificadas






1 - Dor crônica Primária
1-4.2.1 - Dor crônica Generalizada 
1-4.2.1.1 - Síndrome de Fibromialgia - 1992 OMS 
1-4.2.2 - SDCR I
1-4.2.3 - Cefaleia Crônica ou dor orofacial
1-4.2.3.1 - Enxaqueca crônica
1-4.2.3.2 - Cefaleia tensional crônica
1-4.2.3.3 - Cefaleias autonômicas trigeminais
1-4.2.3.4 - DTM crônica
1-4.2.3.5 - Dor crônica na boca em queimação 
1-4.2.3.6 - Dor orofacial primária crônica 
1-4.2.4 - Dor Visceral crônica primária
1-4.2.4.2 - Síndrome de dor epigástrica crônica primária
1-4.2.4.3 - Síndrome do Intestino Irritável 
1-4.2.4.4 - Síndrome de dor abdominal crônica primária
1-4.2.4.5 - Síndrome de dor na bexiga crônica primária 
1-4.2.4.6 - Síndrome da dor pélvica crônica primária 
1-4.2.5 - Dor musculoesquelética crônica primária EXCETO DOR OROFACIAL

2 - DCS relacionada ao câncer
2-4.2.1 - Dor crônica relacionada ao câncer
2-4.2.1.1.1 - Dor oncológica  crônica visceral
2-4.2.1.1.2 - Dor crônica do câncer ósseo
2-4.2.1.1.3 - Dor oncológica Neuropática
2-4.2.1.1.4 - Outras dores oncológicas crônicas
2-4.2.2 - Dor crônica no tratamento pós câncer
2-4.2.2.1 - Dor crônica pós câncer com medicamentos
2-4.2.2.1.1 - Polineuropatia dolorosa crônica induzida por quimioterapia|***
2- 4.2.2.2 - Dor crônica pós radioterapia
2- ***|Neuropatia dolorosa crônica induzida por radiação|***
2-4.2.2.3 - Dor crônica pós cirurgia oncológica
2-4.2.2.4 - Outras dores crônicas no tratamento pós câncer

3 - DCS pós cirúrgica ou traumática
3-4.2.1.1 - Dor crônica após amputação
3-4.2.1.2 - Dor crônica após cirurgia de coluna
3-4.2.1.3 - Dor crônica após toracotomia
3-4.2.1.4 - Dor crônica após cirurgia de mama
3-4.2.1.5 - Dor crônica após herniotomia
3-4.2.1.6 - Dor crônica após histerectomia
3-4.2.1.7 - Dor crônica após artroplastia
3-4.2.1.8 - Outra dor pós cirúrgica crônica e especificada
3-4.2.2 - Dor crônica pós-traumática
3-4.2.2.1 - Dor Crônica pós queimaduras
3-4.2.2.2 - Dor crônica após lesão de nervo periférico ou dor crônica após lesão do sistema nervoso central
3-4.2.2.3 - Dor associada a lesões cervicais
3-4.2.2.4 - Dor crônica após lesão musculoesquelética
3-4.2.2.5 - Outra dor pós-traumática crônica e especificada

4 - DCS visceral
4-4.2 - Dor visceral crônica secundária
4-4.2.1 - Dor visceral crônica secundária a inflamação persistente
4-4.2.1.1 - Dor visceral crônica secundária à infamação cabeça e pescoço
4-4.2.1.2 - Dor visceral crônica secundária à infamação região torácica
4-4.2.1.3 - Dor visceral crônica secundária à infamação região abdominal 
4-4.2.1.4 - Dor visceral crônica secundária à infamação região pélvica 
4-4.2.2 - Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares 
4-4.2.2.1 - Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares na cabeça e pescoço
4-4.2.2.2 - Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares região torácica
4-4.2.2.3 - Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares região abdominal
4-4.2.2.4 - Dor visceral crônica secundária à mecanismos vasculares região pélvica
4-4.2.3 - Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos
4-4.2.3.1 - Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na cabeça e pescoço 
4-4.2.3.2 - Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na região torácica 
4-4.2.3.3 - Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na região abdominal
4-4.2.3.4 - Dor visceral crônica secundária a fatores mecânicos na região pélvica
4-4.2.4 - Outras dores viscerais crônicas secundárias

5 - DCS musculoesquelética
5-4.2.1 - Dor musculoesquelética crônica secundária por inflamação persistente
5-4.2.1.1 - Dor musculoesquelética crônica secundária decorrente de inflamação persistente devido a infecção
5-4.2.1.2 - Dor musculoesquelética crônica secundária decorrente de inflamação persistente devido a deposição de cristais
5-4.2.2 - Dor musculoesquelética crônica secundária associada à alterações estruturais
5-4.2.2.1 - Dor musculoesquelética crônica associada à osteoartrite 
5-4.2.2.2 - Dor musculoesquelética crônica associada à espondilose
5-4.2.2.3 - Dor Crônica após lesão musculoesquelética
5-4.2.3 - Dor Crônica secundária devido a doenças do sistema nervoso
5-4.2.3.1 - Dor musculoesquelética crônica secundária associada à doença de Parkinson
5-4.2.3.2 - Dor musculoesquelética crônica secundária associada à Esclerose múltipla
5-4.2.3.3 - Dor musculoesquelética associada a doença neurológica periférica
5-4.2.4 - Outras dores musculoesqueléticas crônicas secundárias 

6- Dor Neuropática crônica
6-4.1 - Dor neuropática crônica
6-4.1.1 - Dor neuropática periférica crônica
6-4.1.1.2 - Dor neuropática crônica após lesão de nervo periférico 
6-4.1.1.3 - Polineuropatia dolorosa
6-4.1.1.4 - Neuralgia pós herpética
6-4.1.1.5 - Radiculopatia Dolorosa
6-4.1.1.6 - Outras dores neuropáticas periféricas crônicas especificadas e não especificadas 
6-4.1.2 - Dor neuropática crônica central
6-4.1.2.1 - Dor neuropática central associada à lesão medular
6-4.1.2.2 - Dor neuropática central associada a lesão cerebral 
6-4.1.2.3 - Dor neuropática central pós-AVC 
6-4.1.2.4 - Dor Neuropática central crônica causada por Esclerose Múltipla 
6-4.1.2.5 - Outras dores neuropáticas centrais crônicas especificadas ou não especificadas

7 - CC DOF
7-4.1.1 - Cefaleia primária crônica
7-4.1.2 - DOF primária crônica
7-4.2 - Cefaleia ou DOF secundária crônica
7-4.2.1 - Cefaleia ou DOF crônica pós traumática
7-4.2.2 - Cefaleia crônica ou DOF atribuída a distúrbio vascular craniano ou cervical
7-4.2.3 - Cefaleia ou DOF crônica atribuída a distúrbio intracraniano não vascular
7-4.2.4 - Dor de cabeça crônica atribuída a uma substância ou abstinência
7-4.2.5 - Cefaleia crônica ou DOF atribuída a infecção
7-4.2.6 - CC ou DOF atribuída a distúrbios da homeostase ou ao seu tratamento não farmacológico
7-4.2.7 - CC ou DOF atribuída a distúrbios do crânio, pescoço, olhos, ouvido, nariz, seios da face, dentes, bocas ou estruturas faciais ou cervicais
7-4.2.8 - Dor dentária crônica
7-4.2.9 - Dor Orofacial neuropática crônica
7-4.2.10 - Dor crônica secundária a DTM
7-4.2.11 - Outras cefaleias secundárias crônicas ou dores de orofaciais especificadas e não especificadas


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Critérios de Smart

Dor nociceptiva
3 sintomas, ausência de 3 sintomas e 1 sinal
Geralmente intetermitente e precisa de movimentação mecânica
Pode ser maçante ou pulsante e constante em repouso
Dor localizada na área de lesão/disfunção (com ou sem referência somática) (69x)
Natureza mecânica/anatômica clara e proporcional aos fatores de alívio e agravo
Ausência de 
Qualidade: queimação, pontada, choque elétrico, intensa (forte)
Dor associada a outras disestesias (formigamento, choque, peso)
Dor noturna/sono perturbado
Posturas/padrões de movimento antálgico (alivio da dor)



Dor Neuropática
3 critérios
História de lesão nervosa, patologia ou comprometimento mecânico
Dor referida em distribuição cutânea dermatomal (24x)
Provocação de dor/sintomas com testes mecânicos de movimento (neurodinâmica, ativo/passivo) que atuem sobre o tecido neural


Dor Nociplástica
3 sintomas e 1 sinal (ficar esperto)
Dor desproporcional a extensão da lesão ou patologia.
Padrão de dor desproporcional, não mecânica e imprevisível de provocação em resposta a vários fatores agravantes/atenuantes/inespecíficos (30x)
Forte associação de fatores psicossociais mal adaptativos (por exemplo:emoções negativas, baixa autoeficácia, crença nal adaptativa, comportamento de dor, conflíto médico, família/trabalho/vida social)
Áreas difusas/não anatônicas de dor e sensibilidade à palpação

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Dor Neuropática
Periférica
Central
Possível
Provável
Definitiva

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Dor nociplástica
Pain - 2021

Possível
>03 meses
Difusa
Desproporcional
Alodinia (térmica, mecânica, estática, dinâmica, tardia)

Provável
Hipersensibilidade dos sentidos
Fadiga Cognitiva
Disturbios de Sono
Hiperssensibilidade ao toque e ao frio (auto relato do pcte)

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