Bennett 2019 - Dor Crônica Pós-Radioterapia
Checklist: Dor Crônica Pós-Radioterapia
Definição:
Dor crônica decorrente de danos tardios causados pela radioterapia (RT) em nervos, ossos ou tecidos moles na área irradiada, após tratamento do tumor primário ou de metástases.
1. Relação com a Radioterapia
- Histórico de Radioterapia: O paciente foi submetido à RT para tratar tumor primário ou metástases.
- Início Tardio: A dor pode surgir meses ou anos após o término da RT.
2. Fatores de Risco
- Dose Total Elevada: Grandes doses de RT aumentam o risco.
- Dose por Fração Elevada: Altas doses por sessão de RT também contribuem.
- Tratamentos Combinados: Cirurgia ou quimioterapia associadas podem aumentar a probabilidade de dor pós-RT.
3. Prevalência e Onset
- Rara, mas Reconhecida: A incidência é baixa, mas mais notável com a melhora da sobrevida de pacientes oncológicos.
- Exemplos de Incidência: Cerca de 2% das sobreviventes de câncer de mama e até 15% dos sobreviventes de câncer de cabeça e pescoço podem apresentar essa dor.
4. Exclusão de Recorrência Tumoral
- Diferenciar da Recidiva do Câncer: Antes de diagnosticar dor pós-RT, excluir a possibilidade de retorno do tumor.
5. Formas de Dor Pós-Radioterapia
- Neuropatia Induzida por Radiação: Tipo mais reconhecido, codificada separadamente na CID-11.
- Dor Pélvica Crônica: Associada a fraturas por insuficiência óssea após RT em pelve/coluna lombar.
- Dor em Cabeça e Pescoço: Frequentemente ligada a RT para tumores nessa região.
Em suma, para classificar a dor crônica pós-radioterapia, o estudante deve confirmar o tratamento prévio com RT, identificar o surgimento tardio da dor, considerar fatores de risco (dose e tratamentos combinados), excluir a recorrência do câncer e reconhecer as formas mais comuns (neuropatia, dor pélvica, dor em cabeça e pescoço).
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