Bennett 2019 - Dor Crônica Pós-Tratamento Medicamentoso de Câncer

 

Checklist: Dor Crônica Pós-Tratamento Medicamentoso de Câncer

Definição:
Dor crônica resultante do uso de medicamentos modificadores da doença oncológica, incluindo quimioterapia sistêmica, tratamentos hormonais e terapias biológicas.


1. Relação com Medicamentos Antineoplásicos

  • Agentes Sistêmicos: Quimioterapia oral ou intravenosa.
  • Terapias Hormonais: Antiestrogênios (tamoxifeno), antiandrogênios (bicalutamida, abiraterona), inibidores de aromatase (arimidex, letrozol), inibidores de LH (goserelina).
  • Terapias Biológicas: Anticorpos monoclonais, inibidores de proteína quinase, entre outros.

2. Tipos de Dor Associados

  • Polineuropatia Induzida por Quimioterapia (CIPN): Dor neuropática decorrente da toxicidade dos quimioterápicos sobre nervos periféricos.
  • Dor Óssea e Osteonecrose: Bisfosfonatos podem causar osteonecrose dolorosa da mandíbula; corticosteroides podem levar à necrose avascular da cabeça femoral.
  • Artralgia Crônica: Comum em pacientes sob tratamento hormonal, apresentando dores articulares simétricas (punhos, mãos, joelhos).
  • Outros Quadros Possíveis: Dor abdominal ou musculoesquelética crônica relatada com algumas terapias biológicas mais recentes (ainda com evidências limitadas).

3. Frequência e Impacto

  • Artralgias Hormone-Induced: Afetam até 45% das mulheres recebendo terapia hormonal para câncer de mama, sendo causa frequente de descontinuação do tratamento.

4. Necessidade de Avaliação Contínua

  • Determinação da Causalidade: Em terapias mais novas, ainda não há certeza sobre a relação causal entre o medicamento e a dor crônica.
  • Relevância Clínica: O reconhecimento desses quadros é fundamental para manejo da dor e decisão sobre continuidade do tratamento oncológico.

Em suma, para classificar a dor crônica pós-tratamento medicamentoso de câncer, o estudante deve identificar o tipo de medicamento empregado, a natureza da dor (neuropática, articular, óssea), a frequência e severidade dos sintomas, além de considerar que evidências sobre alguns fármacos mais recentes ainda são limitadas. Isso auxilia no manejo mais apropriado do paciente oncológico.

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