Bennett 2019 - Dor Crônica Pós-Cirurgia por Câncer
Checklist: Dor Crônica Pós-Cirurgia por Câncer
Definição:
Dor crônica que persiste após procedimentos cirúrgicos realizados para tratamento de câncer (remoção do tumor, metástases, biópsias ou inserção de drenos), sendo frequentemente semelhante à dor crônica pós-cirúrgica de outras causas.
1. Relação com Cirurgia Oncológica
- Histórico Cirúrgico: O paciente realizou uma cirurgia oncológica ou procedimento relacionado ao câncer (remoção de tumor, metástase, biópsia, inserção de dreno torácico/abdominal).
- Persistência da Dor: A dor permanece após o tempo usual de recuperação cirúrgica, tornando-se crônica (≥3 meses).
2. Locais e Procedimentos Comuns
- Câncer de Mama (Mastectomia): Dor crônica pós-mastectomia é frequente; cerca de 63% apresentam dor após 9 meses, e 25% têm dor moderada a severa.
- Câncer de Pulmão (Toracotomia): Após 3 anos da cirurgia, 33% relatam dor, e entre 11% a 18% têm dor moderada a severa.
- Outras Cirurgias Oncológicas: Qualquer procedimento oncológico, incluindo biópsias e inserção de drenos, pode resultar em dor crônica.
3. Mecanismos da Dor
- Componente Neuropático: É provável que a dor tenha um componente neuropático significativo, mas não necessariamente exclusivo.
4. Classificação e Codificação
- Classificação Semelhante a Outras Dores Pós-Cirúrgicas: Essa dor será codificada junto com outras dores pós-cirúrgicas crônicas conforme o tipo de cirurgia (por exemplo, dor crônica pós-mastectomia, pós-toracotomia).
- Exclusão de Outras Causas: Garantir que não seja recorrência do câncer ou outra patologia.
Em suma, para classificar a dor crônica pós-cirurgia por câncer, o estudante deve confirmar a relação temporal com um procedimento cirúrgico oncológico, avaliar a persistência além do período normal de recuperação, reconhecer a alta prevalência em cirurgias como mastectomia e toracotomia, considerar o componente neuropático e codificar de forma análoga à dor crônica pós-cirúrgica de outras etiologias.
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