Bennett 2019 - Dor Crônica por Polineuropatia Induzida por Quimioterapia (CIPN)
Checklist: Dor Crônica por Polineuropatia Induzida por Quimioterapia (CIPN)
Definição:
Dor neuropática periférica crônica causada por quimioterápicos orais ou intravenosos empregados no tratamento do câncer (tumor primário ou metástases).
1. Relação com o Tratamento Quimioterápico
- Histórico de Quimioterapia: Uso de agentes neurotóxicos (taxanos, platinas, vinca-alcaloides, talidomida, inibidores do proteassoma).
- Início da Dor: Pode surgir após a primeira dose, relacionando-se frequentemente à dose cumulativa.
2. Agentes Comuns Associados à CIPN
- Taxanos: Paclitaxel, Docetaxel
- Platinas: Cisplatina, Oxaliplatina
- Vinca-alcaloides: Vincristina
- Talidomida e Bortezomibe: Também causam neuropatia dolorosa.
3. Epidemiologia e Fatores de Risco
- Frequência: Afeta até 60% dos pacientes 3 meses após tratamento, e 30% após 6 meses ou mais.
- Pré-existência de Neuropatia: Risco aumentado para desenvolver CIPN se o paciente já tiver neuropatia prévia.
4. Características da Dor
- Distribuição: Mãos, pés e, às vezes, face. Pode estender-se em padrão “luva e meia” para antebraços e pernas.
- Qualidade da Dor: Sensação de formigamento, queimação, “choques elétricos”, caracterizada como dor neuropática típica.
5. Classificação Secundária
- Relação com Polineuropatia Crônica: A CIPN é considerada um subtipo de polineuropatia dolorosa crônica.
Em suma, ao classificar a dor crônica induzida por quimioterapia (CIPN), o estudante deve confirmar o uso de agentes quimioterápicos neurotóxicos, avaliar a relação temporal entre o tratamento e o aparecimento da dor, verificar o padrão de distribuição sensorial (luva e meia) e os tipos de sensações relatadas (queimação, choques), além de considerar fatores de risco como neuropatia pré-existente.
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